Natal na França e suas tradições cristãs, por Véronique Buisson Masi, da Biarritz Turismo

Se na França, como no resto do mundo, a festa do Natal está cada vez mais associada a um evento comercial na qual o Papai Noel é o centro da celebração, ainda podemos achar muitos locais que lembram que, acima de tudo, Natal é Cristo. A França, que foi chamada pelos Papas da Idade Média como a “Filha Primogênita da Igreja”, tem inúmeros lugares santos.

O país foi cristianizado no primeiro século por alguns seguidores de Cristo que fugiram do oriente de barco e se refugiaram na Provence. As relíquias de Maria Jacobé e Maria Salomé são veneradas em Les Maries de la Mer; as de São Lázaro em Marseille; e as de Santa Maria Magdalena na gruta da Sainte Baume e na Basílica de Saint Maximum-La Sainte Baume.

No século III, o Papa de Roma enviou seis bispos para evangelizar a então Gália. Entre eles estavam Saint Trophyme, em Arles; Saint Martin, em Tours; e Saint Denis, em Paris. Eles fundaram as primeiras catedrais e, após o martírio, os locais onde foram enterrados se tornaram lugares de devoção ou até mesmo necrópole dos reis da França. ​

No final do século V, o reino dos Francos se converteu ao cristianismo com o batismo do Rei Clovis, em Reims, em 496. Por essa razão, todos os reis da França (fora algumas exceções que a História explica) foram consagrados em Reims. Até Carlos X, em 1825.

Na Idade Média, a França foi o berço da fundação e crescimento de várias ordens religiosas, como os Clunisienses, os Cistercienses, os Cartuxos ou os Dominicanos. Os caminhos de Compostela foram organizados para trazer os peregrinos de todos os pontos da Europa até Santiago de Compostela, cruzando a França por várias rotas. A cada etapa, o peregrino  – venerando as relíquias dos santos preservadas nos santuários – se aproximava de Cristo.

A ilha do Mont Saint Michel e o vilarejo de Rocamadour são até hoje emocionantes testemunhos da fé que movia o homem na Idade Média em buscar a proteção de Deus e a salvação da alma.

nfelizmente, no século XVIII, a Revolução Francesa, indo contra o seu ideal de liberdade, negou ao povo uma das suas liberdades mais fundamentai: a religiosa. Os bens do clero foram confiscados, a maioria das igrejas foi depredada e muitas destruídas. Por este motivo, o culto acabou sendo proibido no período do Terror, de 1793 a 1799.

Em 180, Napoleão assinou o Concordato com o Papa Pio VI, devolvendo a liberdade do culto e permitindo à Igreja se reerguer. No século XIX, Santa Bernadette e Santa Catherine testemunharam aparições de Nossa Senhora, iniciando grandes devoções nos locais de aparição: Lourdes e Capela da Medalha Milagrosa em Paris. Em Lisieux, a irmã carmelita Santa Theresa, que morreu aos 24 anos, se tornou doutora da Igreja.

É nos caminhos de Compostela, nos santuários medievais ou nas grandes basílicas que encontramos hoje os milhões de peregrinos que vão todos os anos para França em busca de um encontro com Cristo.

Feliz Natal!

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