Os mistérios e as surpresas da Índia, por Tina Salgado, da Agência Boutique Travel Workers

A Índia e a vida são fantásticas, pois nos surpreendem a cada minuto. Nunca tive vontade de conhecer o país, que só me remetia a histórias mal contadas: pobreza, sujeira, lixo, não poder comer nada na rua, confusão e muito barulho. Estava em Londres, fazendo (e adorando) um curso de inglês – país de primeiro mundo, organização, limpeza, luxo, silêncio e barulho na medida certa. Definitivamente, estava no meu chão. Eis que recebo um convite para um famtrip de 12 dias para a Índia. O roteiro incluía Nova Delhi, Agra e Jaipur. Hotéis 5 estrelas, passeios e traslados. Tudo incluído, inclusive passagem aérea na classe Executiva. Dizem que a Índia é um destino que não escolhemos: nós somos escolhidos na hora certa. Então, não tinha como não ir. Fiquei muito ansiosa com esta viagem. Chegando ao aeroporto de Delhi, me colocaram um colar lindíssimo de flores. Recebi olhares, sorrisos e expressões de carinho. Ali, já estava apaixonada pelo país.

Trânsito caótico, buzinadas sem fim e calor infernal. Todo mundo no meio daquela loucura vivendo sua vida agitadíssima. Andei de tuk-tuk, ônibus, caminhão, riquixá (meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas onde acomodam-se mais uma ou duas pessoas) e até de reboque. É assim que a gente sente e ama a Índia. No meio daquela loucura, todo mundo vive em paz. Todos sorriem de uma maneira tão meiga e sincera que nos fazem repensar a vida.

Tudo o que sempre ouvi sobre a gastronomia indiana era para não comer nada na rua. Fui pronta para negar qualquer comida que me oferecessem, com a maior educação possível. Mas, diante de tanta cortesia, não consegui. Eu, que tinha um paladar quase infantil, não gostava de pimenta e de tanta coisas mais, comi até as comidinhas de rua. Me ofereciam tudo com tanta alegria, satisfação e sinceridade no gesto e no olhar que, definitivamente, eu estava 100% envolvida.

Tudo na Índia me dava prazer. Um dia, chegando ao hotel, em Jaipur (capital e maior cidade do estado do Rajastão), recebi o convite para comparecer a um jantar no Palácio do Marajá. Que privilégio e que momentos inesquecíveis passei naquele lugar! Joguei polo sobre elefante (fiz até gol!), jantei como uma rainha e, para finalizar, dançamos músicas indianas.

Qualquer ocidental fica totalmente encantado com os produtos artesanais indianos. As sedas, algodões, a diversidade de cores e toques, tapetes feitos à mão com riqueza de detalhes. Precisaria de um navio e algum dinheiro extra para comprar tudo o que eu gostaria de trazer para fazer do meu apartamento um palácio.

A Índia é de uma riqueza cultural inesgotável. História e arquitetura apresentadas através de seu povo, seus palácios, jardins, mesquitas, mercados e templos. O ponto alto em termos de beleza arquitetônica e história de amor, para mim, está em Agra, nas encostas do rio Yamuna: o Taj Mahal, classificado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Entre suas curiosidades:

– Ele foi feito pelo imperador Shah Jahan para sua segunda esposa, Aryumand Banu Began. Ela foi apelidada pelo marido de Muntaz Mahal, que significa “A primeira dama do palácio” e acabou ficando para a posteridade com esse nome.

– A designação Taj Mahal deriva do nome dela, sendo “Taj” uma palavra persa que significa “coroa”. Taj Mahal seria, portanto, “A coroa de Mahal”. A imperatriz morreu em 1630 ao dar à luz ao 14º filho do casal.

– O prédio de mármore branco incrustado de 28 diferentes tipos de pedras semipreciosas levou 22 anos para ser finalizado e consumiu o trabalho de 20 mil homens e mais de mil elefantes. Depois que o Taj Mahal ficou pronto, o imperador mandou cortar as mãos dos artesãos que trabalharam em sua construção, para impedir que fizessem outra obra tão bela.

– As quatro faces do mausoléu são idênticas. Todas elas possuem um arco central de 33 metros de altura.

– O prédio está ladeado por uma mesquita e sua réplica. A única função da segunda construção, que é conhecida como Jawab (Resposta), é dar equilíbrio visual ao conjunto arquitetônico.

– Os muros do mausoléu são cobertos por inscrições tirada do Alcorão, livro sagrado muçulmano.

– Para os islâmicos, o jardim simboliza o paraíso. O do Taj Mahal contém flores, fontes e ciprestes (árvores que representam a morte).

Dependendo da intensidade da luz do sol e da lua, o Taj Mahal adquire diferentes colorações e, por este motivo, visitei ao amanhecer e à tarde. Dois espetáculos de cores e luzes… Incrível!

Portanto, espere seu chamado. Visitar a Índia tem hora certa e, quando o momento chegar, você vai conseguir ver, entender, sentir e se apaixonar pelas cores, sabores, luzes e sorrisos, além de sua magia, que está principalmente no seu povo. Como os indianos podem ser tão felizes e conformados com aquela vida que, para outros, parece infernal? Eles acreditam que nasceram para servir, para serem felizes e para sorrir. E isto é o que faz da Índia um lugar mágico. Esta maneira de viver está nas cores, no jeito de ser, de sorrir e olhar. Em cada momento na Índia a gente sente a gratidão do povo indiano pela vida. Foi a melhor viagem da minha vida.

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